Há alguns meses um filme norte-americano sobre Maomé gerou protestos violentos em diversos países do Oriente (leia aqui). O intuito do filme é denegrir a imagem do fundador do Islã, em diversos trechos o filme ridiculariza e coloca em cheque a forma como a religião muçulmana foi criada. Outrossim, há alguns meses, divulgou-se a descoberta de um fragmento de papiro, contendo frases sobre uma provável "esposa" de Jesus (leia aqui). Consequentemente, a tal "descoberta" reacendeu o questionamento em torno da divindade Jesus.

Comparando os dois fatos e as consequências que ambos causaram nos respectivos interessados, observamos um paradoxo. De um lado, extremistas muçulmanos queimaram bandeiras, destruíram bens públicos e até mataram um embaixador; tudo por causa de um filme que claramente expressa a opinião de seus idealizadores.

Do outro lado, cristãos renomados expuseram seus argumentos contra o tal papiro descoberto por Karen King, uma pesquisadora da Harvard University. Tal achado, até tem o seu valor arqueológico, mas por trás do velho discurso de "busca pela verdade científica", não passa de mais uma tentativa subliminar de provar que Jesus não era o filho de Deus.

"Islamofobia!" Foi a sentença de muitos em relação ao filme supracitado. Porém, é uma ironia falar em islamofobia, pois a fobia leva à intolerância, justamente uma das características do islamismo, isto é, exigirem que intolerantes sejam tratos com tolerância é contraditório. Alguém pode lembrar da Igreja na Idade Média, mas é bom citar que o islamismo foi criado em 600 d.C., ou seja, vivenciou quase toda a Idade Média. No entanto, só o Cristianismo desenvolveu-se junto com a democratização da sociedade.

Talvez, se olharmos para as origens dessas religiões, entenderemos o por quê do disparate nas reações contrárias as suas crenças. Para evitar possíveis transtornos, falarei somente do lado do Cristianismo, mais precisamente de seu fundador: Jesus Cristo. Jesus conviveu respeitosamente com seus adversários; foi aberto aos diálogos, questionamentos, debates; travou Suas "batalhas" com palavras (sua única arma); não conquistou cidades, mas pessoas através de Seu ensino. Com certeza isso reflete nas atitudes do Cristianismo hoje.

Não quero de maneira alguma incitar o anti-islamismo com esse texto, mas exaltar a Igreja, cujo cabeça e fundamento é Jesus Cristo. A Ele toda honra, glória e louvor!

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